Quando o assunto é fisioterapia, a primeira coisa que vem à cabeça é o trabalho voltado à recuperação de movimentos para o fortalecimento muscular e a manutenção da autonomia após um procedimento ou trauma. O que muita gente desconhece é o papel da fisioterapia respiratória, área fundamental no cuidado de pacientes com comprometimento pulmonar, cardíaco e funcional, utilizada para prevenir complicações e promover uma recuperação mais rápida e segura dos pacientes durante a internação hospitalar. Para a coordenadora do nosso setor de Fisioterapia, Adriana Melo, não é possível dissociar a fisioterapia respiratória da reabilitação motora, como se fossem áreas independentes. “Respiração, coração e músculos funcionam como uma engrenagem única: quando o oxigênio não chega de forma eficiente, o coração precisa trabalhar mais e os músculos entram em fadiga mais rapidamente. Os exercícios respiratórios estão diretamente ligados ao condicionamento cardiopulmonar e muscular, influenciando a tolerância ao esforço, a recuperação funcional e a qualidade de vida do paciente”, argumenta.

Adriana Melo, coordenadora do nosso setor de Fisioterapia, afirma que não é possível dissociar a fisioterapia respiratória da reabilitação motora, como se fossem áreas independentes. “Respiração, coração e músculos funcionam como uma engrenagem única: quando o oxigênio não chega de forma eficiente, o coração precisa trabalhar mais e os músculos entram em fadiga mais rapidamente”.
A fisioterapia respiratória é indicada a pessoas com doenças pulmonares agudas ou crônicas, insuficiência respiratória, com necessidade de uso de oxigenoterapia ou ventilação mecânica ou que passaram por procedimentos cirúrgicos. “Temos uma equipe capacitada, composta por XX fisioterapeutas, dedicados ao tratamento de pacientes acamados e críticos, com um suporte que inclui o gerenciamento da ventilação mecânica, a condução segura do desmame ventilatório e o tratamento da insuficiência respiratória com estratégias como a ventilação não invasiva”, afirma. Todo esse trabalho é reforçado com o estímulo à mobilização precoce (ajudando o paciente a sentar, a ficar em pé e a caminhar o mais cedo possível), que contribui para reduzir complicações pulmonares e as consequências negativas associadas à imobilidade.
Adriana reforça a importância da integração do trabalho dos profissionais de Fisioterapia com a equipe multiprofissional. “O cuidado ao paciente hospitalizado exige decisões conjuntas, nas quais médicos, enfermeiros, fisioterapeutas e outros profissionais alinham condutas, metas e estratégias de tratamento. Dessa forma, é possível ajustar o suporte ventilatório, o controle clínico e a mobilização de forma segura e coordenada, garantindo continuidade do cuidado, redução de riscos e o melhor cuidado para o paciente”, declara.
Tecnologia
Adriana destaca que a tecnologia tem transformado significativamente a atuação do fisioterapeuta respiratório. “Hoje contamos com ventiladores mais avançados, monitorização respiratória e hemodinâmica mais precisa, além de recursos que permitem avaliar esforço respiratório, resposta ao exercício e evolução clínica de forma mais segura e individualizada. São avanços que ampliam a tomada de decisão baseada em dados, otimizam o manejo da ventilação, da insuficiência respiratória e da mobilização precoce, e contribuem para intervenções mais eficazes e com melhores desfechos para o paciente”.
Ela recomenda ainda algumas atitudes que ajudam a preservar a saúde respiratória fora do ambiente hospitalar, como evitar o tabagismo, incluindo cigarros eletrônicos, manter a vacinação em dia e praticar atividades físicas regularmente. “Caminhadas e exercícios contribuem para o condicionamento cardiopulmonar e para uma respiração mais eficiente, refletindo diretamente na qualidade de vida”, conclui.

