Os cuidados com a pele devem ser mantidos por todo o ano, mas não é demais reforçar: até o fim do verão, a atenção precisa ser redobrada. A proteção adequada é fundamental para evitar danos imediatos e problemas futuros, como envelhecimento precoce e câncer de pele. A nossa dermatologista, Fernanda Souza, alerta que pessoas idosas costumam ter a pele mais sensível e por isso necessitam mais cuidados. “Minha orientação vale para pessoas de todas as idades e, em especial aos 60+: para melhor proteção, a dica é associar o filtro solar ao uso de roupas e chapéus com fator de proteção e evitar a exposição nos horários mais críticos, entre 10h e 16h”, orienta.

“Lesões suspeitas de câncer de pele devem ser investigadas por um especialista. Entre os sinais que devem ser observados estão: lesões que formam crosta, desaparecem e voltam a aparecer; que apresentam sangramento esporádico; pintas que mudam a coloração ou que tiveram crescimento e que tenham as bordas mal definidas”. Fernanda Souza, dermatologista.
Fernanda lembra que não basta ficar na sombra ou debaixo de uma barraca para se proteger do sol e chama a atenção para um erro comum durante o verão, em praias e piscinas: acreditar que o protetor solar mantém sua eficácia após mergulhos. A médica explica que o contato com a água reduz a proteção do produto, mesmo quando ele é resistente à água. “Entrou no mar ou na piscina, saiu, precisa reaplicar o filtro. Isso precisa ser feito a cada mergulho. No dia a dia, o ideal é reaplicar a cada três ou quatro horas, mas em ambientes aquáticos, a frequência deve ser maior”, reforça.
Quem não se protege adequadamente e se expõe ao sol de forma excessiva pode vir a ter queimadura de primeiro ou até mesmo de segundo graus, quando há formação de bolha no local. “Isso causa dor e desconforto para o paciente, além de um quadro de desidratação que pode ocorrer pela exposição a temperaturas muito altas. Nestes casos, a indicação é que o paciente procure atendimento de emergência”, recomenda nossa especialista.
A médica frisa que lesões suspeitas de câncer de pele devem ser investigadas por um especialista. Ela lista alguns sinais que devem ser observados: lesões que formam crosta, desaparecem e voltam a aparecer; que apresentam sangramento esporádico; pintas que mudam a coloração ou que tiveram crescimento e que tenham as bordas mal definidas. “Esses são sinais bem característicos de câncer de pele e em caso de suspeita, a orientação é procurar imediatamente um dermatologista para uma avaliação”, diz ela.

