Os nódulos de tireoide são alterações relativamente comuns e, na maioria dos casos, benignas. Com o avanço dos exames de imagem, especialmente o ultrassom, essas formações têm sido identificadas com mais frequência, muitas vezes de forma incidental, durante avaliações de rotina. “De acordo com a American Thyroid Association, houve um aumento entre 19% e 68% na detecção de nódulos em pessoas que fizeram ultrassonografia da região cervical, sem que tivessem suspeita do problema. Muitas vezes os nódulos são pequenos e assintomáticos e não representam risco imediato. No entanto, devem ser avaliados cuidadosamente por um especialista, que irá definir a conduta mais adequada”, alerta o nosso coordenador dos ambulatórios de Clínica Médica e de Endocrinologia, Maurício Forneiro.

Maurício Forneiro, coordenador dos nossos ambulatórios de Clínica Médica e de Endocrinologia: “muitas vezes, os nódulos de tireoide são pequenos e assintomáticos e não representam risco imediato. No entanto, devem ser avaliados cuidadosamente por um especialista que irá definir a conduta mais adequada”.

O médico explica que a abordagem inicial envolve uma análise clínica detalhada, considerando histórico pessoal e familiar, presença de sintomas e exame físico. “Em alguns pacientes, os nódulos podem causar desconforto local, sensação de pressão no pescoço, dificuldade para engolir ou alterações na voz. É importante que se faça uma avaliação criteriosa para identificar fatores de risco para malignidade e definir, de forma individualizada, a melhor estratégia de acompanhamento ou tratamento”, destaca.

Segundo Forneiro, após o detalhamento da história clínica do paciente e o exame físico do pescoço e da região cervical, o ultrassom da tireoide é o principal exame para caracterizar os nódulos e permite avaliar tamanho, formato, limites e vascularização. “A partir dessas informações, o médico consegue estimar o risco de malignidade e decidir os próximos passos. Em situações específicas, exames laboratoriais para avaliação hormonal e a punção aspirativa por agulha fina (PAAF) podem ser realizados para diferenciar nódulos benignos daqueles que merecem atenção especial”, enfatiza nosso médico.

Um estudo científico sobre a abordagem e o manejo dos nódulos de tireoide, desenvolvido no nosso hospital, tornou-se referência para as diretrizes do Sistema Único de Saúde (SUS) da cidade de São Paulo. O trabalho acadêmico foi publicado na Revista Medicina, Ciência e Arte, do Conselho Regional de Medicina do Rio de Janeiro (Cremerj), tendo em seguida sido incorporado ao protocolo oficial após ser identificado pelos elaboradores das diretrizes como base técnica e científica para a prática clínica. “Foi com muita alegria que recebemos a notícia da inclusão de um trabalho realizado em nosso hospital nas diretrizes adotadas pelo SUS na maior cidade do país. Isso mostra a importância do trabalho que vem sendo realizado no nosso hospital”, comemora o nosso diretor executivo, Leonardo Menezes. O nosso diretor técnico, Fábio Santoro, fez questão de parabenizar todos os envolvidos. “Esse trabalho revela a excelência técnica e reforça as diretrizes do nosso hospital em manter práticas alinhadas à medicina baseada em evidências e seguir as melhores práticas assistenciais”, salientou ele.

O artigo foi desenvolvido após contato do professor José Galvão Alves, editor chefe da revista científica do Cremerj, Medicina Ciência e Arte, que solicitou um trabalho sobre a abordagem ao paciente com nódulo tireoideano ao responsável pelos nossos ambulatórios de Clínica Médica e de Endocrinologia, Maurício Forneiro. Ele conta que “o estudo foi realizado junto aos pós-graduandos que atuam no ambulatório de tireoide aqui do Hospital Badim. Nós fizemos uma revisão extensa da literatura, um trabalho cuidadoso e muito detalhado, com bibliografia atualizada e tendo por base nas diretrizes internacionais da American Thyroid Association, que é a principal referência em doenças tireoideanas do mundo. Aproveitamos, claro, para adaptar as orientações à realidade brasileira”.