O câncer do colo do útero é um dos tumores mais frequentes entre as mulheres brasileiras, segundo estimativas do Instituto Nacional de Câncer (INCA). A doença está, na maioria das vezes, relacionada à infecção persistente pelo Papilomavírus Humano (HPV). “O câncer do colo do útero é uma das neoplasias mais preveníveis, principalmente por meio da vacinação contra o HPV, do rastreamento regular com o exame de Papanicolau e do acompanhamento ginecológico periódico, que permitem identificar e tratar lesões antes que evoluam para câncer”, afirma a nossa ginecologista Amanda Nascimento. Ela ressalta que ter HPV não significa necessariamente desenvolver a doença: na maioria das vezes, a infecção é eliminada naturalmente pelo sistema imunológico.

Amanda Nascimento, nossa ginecologista: “o câncer do colo do útero é uma das neoplasias mais preveníveis, principalmente por meio da vacinação contra o HPV, do rastreamento regular com o exame de Papanicolau e do acompanhamento ginecológico periódico, que permitem identificar e tratar lesões antes que evoluam para câncer”.
A infecção pelo HPV geralmente não provoca sintomas e muitas mulheres não sabem que tiveram contato com o vírus. Em alguns casos podem surgir verrugas genitais, associadas a subtipos de baixo risco oncogênico, enquanto os tipos relacionados ao câncer costumam não causar sinais evidentes nas fases iniciais. “Por isso, os exames de rastreamento são essenciais para o controle da doença. O Papanicolau é fundamental, pois identifica alterações nas células do colo do útero antes mesmo que o câncer se desenvolva”, destaca a médica.
Segundo a especialista, o exame é recomendado para mulheres entre 25 e 64 anos que já iniciaram a vida sexual. “O rastreamento é fundamental para identificar lesões precursoras do câncer do colo do útero, permitindo tratamento antes que a doença se desenvolva”, diz. Em geral, o exame deve ser feito anualmente e, após dois resultados normais consecutivos, pode passar a ser realizado a cada três anos. Mais recentemente, o teste de detecção do HPV também vem sendo incorporado e, em alguns protocolos, já é utilizado como método primário de rastreamento, por apresentar maior sensibilidade para identificar infecções pelos tipos do vírus associados ao câncer. Quando utilizado como método primário e com resultado negativo, o intervalo entre os exames pode chegar a cinco anos.
Quando o resultado do rastreamento indica alguma alteração, outros exames ajudam a confirmar o diagnóstico. “Além do Papanicolau ou do teste de detecção do HPV, podem ser solicitadas a colposcopia e, quando necessário, a biópsia do colo do útero, que permitem avaliar com maior precisão a presença e a gravidade das lesões”, explica Amanda.
O tratamento depende do estágio da doença e pode incluir desde a retirada de lesões precursoras até cirurgia, radioterapia ou quimioterapia. Quando o diagnóstico é feito precocemente, as chances de cura são significativamente maiores e os tratamentos tendem a ser menos agressivos. “O câncer do colo do útero pode ser prevenido e, quando detectado precocemente, apresenta altas chances de cura. Manter a vacinação em dia, realizar o Papanicolau regularmente e fazer acompanhamento ginecológico periódico são medidas fundamentais para a saúde da mulher”, reforça a nossa ginecologista.

