A perda involuntária de urina é um problema mais comum do que muitas pessoas imaginam e tem grande impacto na qualidade de vida, afetando principalmente as mulheres com idades acima dos 40 anos. Nosso urologista Celso Dantas explica que “nesta faixa etária, há uma prevalência de cerca de 30% a 40% de incontinência urinária devido a um somatório de fatores como envelhecimento do assoalho pélvico, alterações hormonais da perimenopausa e da menopausa, histórico de parto vaginal e obesidade”.

O especialista destaca que, apesar de comum, a condição não deve ser desprezada. “A incontinência urinária na mulher é bem frequente e afeta a autoestima das pacientes, porém não deve ser normalizada. É importante procurar ajuda médica nos primeiros sintomas. Na maioria dos casos, o tratamento é simples e resolve o problema, permitindo que a paciente recupere a alegria e fique livre do constrangimento causado pela perda urinária”, afirma.

Tipos de incontinência

Existem diferentes tipos de incontinência urinária e o tratamento depende da causa. Um dos quadros mais frequentes é a chamada incontinência de esforço, caracterizada pela perda de urina ao tossir, rir, espirrar ou fazer movimentos bruscos. Em casos mais leves, o tratamento pode incluir fisioterapia do assoalho pélvico e uso de medicamentos. “Se o tratamento conservador não der resultado, fazemos como nos casos mais intensos e indicamos a cirurgia para colocação de um sling uretral, procedimento pouco invasivo que apresenta excelentes resultados”, acrescenta.

Nosso urologista Celso Dantas alerta: “a incontinência urinária na mulher é bem frequente e afeta a autoestima das pacientes, porém não deve ser normalizada. É importante procurar ajuda médica nos primeiros sintomas”.

Outro tipo comum é a bexiga hiperativa, marcada por vontade súbita de urina, de difícil controle, muitas vezes acompanhada de perda urinária. O tratamento pode envolver fisioterapia pélvica e medicamentos como antimuscarínicos, a exemplo da solifenacina, ou agonistas beta-3, como a mirabegrona. Em situações resistentes ao tratamento convencional, podem ser indicadas terapias como aplicação de toxina botulínica na bexiga ou técnicas de neuromodulação.

Também há casos de incontinência urinária mista, quando a pessoa apresenta características de mais de um tipo de perda urinária, exigindo abordagem combinada. Já a incontinência por transbordamento costuma ocorrer quando a bexiga não consegue esvaziar adequadamente, sendo tratada com medidas como cateterismo intermitente e correção da causa da obstrução ou da baixa contratilidade da bexiga.

Para prevenir o problema, Dantas recomenda a adoção de hábitos saudáveis, como o controle do peso corporal, interrupção do tabagismo, ingesta adequada de líquidos, treinamento vesical, que é uma espécie de reeducação miccional para aumentar o intervalo entre as micções e a capacidade da bexiga, e a prática de exercícios de fortalecimento do assoalho pélvico.
Aqui no nosso hospital, você encontra avaliação especializada e acesso às diferentes opções terapêuticas disponíveis para o tratamento da incontinência urinária, desde orientações clínicas até terapias medicamentosas e procedimentos cirúrgicos minimamente invasivos para que você recupere a confiança, o bem-estar e a qualidade de vida.