O Brasil está entre os países que mais realizam procedimentos estéticos no mundo. Dados da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP) indicam que são feitos mais de 2 milhões de procedimentos por ano. A grande procura pelo serviço acende o alerta para os cuidados que devem ser observados na hora de escolher um cirurgião plástico. Esse volume elevado ajuda a dimensionar o tamanho do setor — e reforça um ponto essencial: quanto maior a procura, maior também a necessidade de atenção com a segurança. De acordo com a SBCP, as denúncias de complicações em procedimentos estéticos quase dobraram entre 2024 e 2025, muitas delas relacionadas a intervenções realizadas por profissionais sem a qualificação adequada ou em locais sem estrutura apropriada.

O coordenador do nosso serviço de cirurgia plástica, Marcos Badim, alerta: “Nenhum procedimento é totalmente isento de riscos. Por isso, é fundamental que ele seja realizado por um profissional qualificado, em um ambiente seguro e com suporte adequado”.
Infecções, hematomas, acúmulo de líquido (seroma), tromboses, reações anestésicas, cicatrização inadequada e sangramentos estão entre as possíveis consequências de procedimentos feitos sem os cuidados necessários. Em alguns casos, o que parecia simples acaba exigindo internação e novas cirurgias para correção. “Nenhum procedimento é totalmente isento de riscos. Por isso, é fundamental que ele seja realizado por um profissional qualificado, em um ambiente seguro e com suporte adequado”, alerta o coordenador do nosso serviço de cirurgia plástica, Marcos Badim, que é membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica.
Outro ponto importante é que nem todo paciente está apto a realizar qualquer tipo de procedimento. A avaliação clínica faz toda a diferença. “Existe uma análise individual. Além do histórico de saúde, exames e expectativas do paciente precisam ser avaliados pelo cirurgião e levados em consideração antes da decisão final sobre o procedimento a ser realizado. Pular essa etapa aumenta muito as chances de complicações”, explica o médico.
Marcos Badim destaca algumas condições que devem despertar a atenção do paciente na hora da escolha do especialista e local de realização do procedimento, como preços muito abaixo do mercado; promessas de resultados rápidos e “milagrosos”, profissionais que não apresentam registro ou especialização e clínicas sem estrutura adequada ou sem suporte para emergências. Ele adverte que desconfiar pode ser um cuidado importante. “Quando a oferta parece boa demais, é preciso investigar. A saúde não pode ser colocada em risco por economia ou pressa”, reforça.
Para evitar problemas, o nosso cirurgião indica verificar se o médico possui registro ativo e especialização reconhecida no site da SBCP, além de pesquisar sua reputação e experiência na área. “Também é importante observar atentamente as condições da clínica onde o procedimento será realizado. E antes de tomar qualquer decisão, o paciente deve esclarecer todas as dúvidas e solicitar explicações claras sobre os riscos, os benefícios e o período de recuperação envolvido. A relação de confiança entre médico e paciente é essencial. O paciente precisa entender exatamente o que vai ser feito e quais são os possíveis resultados”, frisa.

