Dor de cabeça, nas costas, nas articulações ou nos músculos faz parte da vida de muita gente. Nessas horas, é comum recorrer a um analgésico por conta própria para buscar aliviar o desconforto. O problema é que nem toda dor deve ser tratada da mesma forma. Dependendo da intensidade, da causa e do tempo de duração, o tratamento pode exigir medicamentos diferentes e até estratégias específicas. Para orientar esse cuidado, a Organização Mundial da Saúde (OMS) desenvolveu um modelo conhecido como escada analgésica, que ajuda os médicos a escolherem a medicação mais adequada para cada situação.

Pedro Badim, coordenador do nosso serviço de Ortopedia, alerta: “A dor é uma forma de comunicação do corpo. Quando ela dura muitos dias, piora progressivamente ou começa a limitar as atividades do dia a dia, é fundamental procurar avaliação médica”.

O coordenador do nosso serviço de Ortopedia, Pedro Badim, explica que o conceito é simples: a dor é classificada em diferentes níveis, e para cada um deles existe um grupo de medicamentos mais indicado. “A escada analgésica é uma forma de entender em que grau de dor o paciente se encontra e qual o tipo de analgesia mais apropriado para aquele momento. Existem basicamente três etapas, que vão desde analgésicos simples, anti-inflamatórios e relaxantes musculares até opioides mais potentes e medicamentos usados no tratamento da dor crônica”, afirma.

Nos primeiros degraus, geralmente são utilizados analgésicos comuns e anti-inflamatórios para controlar dores leves a moderadas. Quando o quadro é mais intenso ou persiste por mais tempo, podem ser necessários medicamentos mais fortes, como opioides. Já nos casos de dor crônica, o tratamento pode incluir classes de remédios originalmente desenvolvidas para outras finalidades, como antidepressivos e anticonvulsivantes, que também têm papel importante no controle da dor.

De acordo com o ortopedista, o manejo de cada medicamento exige atenção. “A posologia, o tempo de uso e a forma de prescrição variam bastante de acordo com a causa e com o tipo de dor. Por isso, o tratamento deve ser individualizado e acompanhado por um médico”, ressalta.

A automedicação, além de mascarar doenças importantes, pode expor o paciente a efeitos colaterais e ao uso inadequado de remédios mais potentes. “Nem toda dor precisa de um medicamento forte logo no início. Muitas vezes, dores leves respondem bem a medidas simples e ao tratamento correto da causa”, observa Pedro Badim.

O especialista também alerta para a importância de investigar dores persistentes. “A dor é uma forma de comunicação do corpo. Quando ela dura muitos dias, piora progressivamente ou começa a limitar as atividades do dia a dia, é fundamental procurar avaliação médica”, orienta.

Em vez de apenas aliviar o sintoma momentaneamente, a escada analgésica propõe um tratamento racional e seguro, que busca controlar a dor de forma eficaz e com o menor risco possível de efeitos adversos. “Sentir dor não é normal. O tratamento adequado ajuda a identificar a causa do problema e evita complicações futuras”, conclui o ortopedista.

Aqui no nosso hospital, a dor é considerada o quinto sinal vital e para tratá-la, oferecendo alívio e qualidade de vida aos nossos pacientes, seguimos um protocolo que tem por base as melhores práticas internacionais. Saiba mais em (link para matéria do site sobre o protocolo de manejo da dor).