
A coordenadora do nosso setor de Fisioterapia, Adriana Melo, traz uma dica preciosa: “Quando o músculo é estimulado com regularidade, o corpo entende que ele precisa ser mantido. Isso ajuda a preservar e fortalecer a massa muscular, melhora a função e contribui para prevenir ou retardar a sarcopenia”.
A fisioterapeuta alerta que o sedentarismo favorece a perda de força, de massa muscular e de resistência. “Com o tempo, isso reduz a capacidade funcional e aumenta o risco de sarcopenia, que é a perda progressiva de massa e função muscular”, alerta a profissional. O comprometimento da capacidade funcional acaba dificultando tarefas simples, como subir escadas, carregar compras ou levantar-se de uma cadeira.
Por isso, fazer atividade física é tão importante. Ela ajuda a preservar a saúde dos músculos, das articulações, do coração e dos pulmões, além de contribuir para o bom funcionamento do metabolismo. Também melhora o equilíbrio, aumenta a disposição, favorece uma boa noite de sono e torna as atividades do dia a dia mais fáceis e prazerosas. “Quando o músculo é estimulado com regularidade, o corpo entende que ele precisa ser mantido. Isso ajuda a preservar e fortalecer a massa muscular, melhora a função e contribui para prevenir ou retardar a sarcopenia”, esclareceu Adriana.
Ela conta que o envelhecimento pode levar a uma perda natural de massa muscular, mas isso não significa que seja algo sem controle. “Com exercícios adequados, boa alimentação e acompanhamento profissional, é possível prevenir, retardar e até recuperar parte dessa perda”, garante.
A fisioterapeuta diz que os exercícios mais indicados são os de fortalecimento, principalmente para membros inferiores, tronco e membros superiores. “Exercícios de resistência, equilíbrio e coordenação também são importantes para manter o condicionamento cardiovascular, a estabilidade e a autonomia”, completa.
Adriana também diz que a falta de mobilidade pode aumentar o risco de quedas ou lesões, especialmente em pessoas mais velhas: “Quando a pessoa tem redução de mobilidade associada à perda de força muscular, ela passa a ter mais dificuldade para se deslocar, mudar de posição e reagir a desequilíbrios. Isso aumenta o risco de quedas, lesões e perda de independência funcional”. Mas em muitos casos é possível reverter as limitações de mobilidade com exercícios. “Quando bem orientados, eles podem melhorar mobilidade, força e função”. Mas, ela recomenda que antes de iniciar qualquer prática, é importante avaliar o estado de saúde, o condicionamento físico, a presença de dor, doenças associadas e as limitações de cada pessoa.
“Esse acompanhamento é importante para avaliar cada pessoa de forma individual, identificar riscos, orientar os exercícios corretos e evitar sobrecargas. Além disso, ajuda a tornar a prática mais segura, eficaz e adequada às necessidades de cada um”, defende a nossa fisioterapeuta.

