Se você tem diabetes, hipertensão, câncer, doenças cardiovasculares e doenças respiratórias crônicas, você faz parte de um grupo de pacientes que sofrem com as chamadas doenças não transmissíveis (DNTs). Um relatório divulgado pela Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) no ano passado, mostrou que, desde o ano 2000, o número de mortes causadas por essas doenças vem aumentando 43%. Segundo o documento, as doenças cardiovasculares lideram esse índice, seguidas por câncer, diabetes e doenças respiratórias crônicas.

Mariana Lavandeira, enfermeira coordenadora do Escritório da Qualidade do nosso hospital afirma que a segurança do paciente precisa estar presente no ambiente hospitalar desde o diagnóstico até o acompanhamento após a alta, prevenindo falhas, atrasos no tratamento, eventos adversos e interrupções na continuidade do cuidado.

Esses pacientes requerem acompanhamento e cuidados ao longo da vida, precisando de consultas e exames regulares e até de internação. “Por isso, a segurança do paciente precisa estar presente no ambiente hospitalar desde o diagnóstico até o acompanhamento após a alta, prevenindo falhas, atrasos no tratamento, eventos adversos e interrupções na continuidade do cuidado”, diz a enfermeira Mariana Lavandeira, coordenadora do Escritório da Qualidade do nosso hospital.

Mariana conta que no Hospital Badim, os pacientes são avaliados individualmente desde a admissão, considerando suas condições clínicas, riscos assistenciais e necessidades específicas. “As informações relevantes para a segurança e continuidade do tratamento são registradas no prontuário, permitindo que toda a equipe tenha acesso às condições crônicas pré-existentes, aos medicamentos em uso, aos riscos identificados e ao plano terapêutico definido. Dependendo da condição clínica, podem ser adotadas medidas específicas de monitoramento e acompanhamento multidisciplinar”, complementa.

Todo esse cuidado é devido à complexidade do tratamento de condições crônicas, que faz aumentar o risco de incidentes relativos à segurança do paciente. “Por isso, o gerenciamento de riscos e o acompanhamento multiprofissional tornam-se fundamentais para garantir uma assistência segura”, sublinha a coordenadora do nosso Escritório da Qualidade.

O cuidado também passa pelos remédios utilizados pelo paciente em casa, antes mesmo da internação hospitalar, e na medicação administrada durante a hospitalização. “Nosso farmacêutico já conversa com o paciente no momento da admissão, para saber os medicamentos que o paciente utiliza em casa, os prescritos durante a internação e após a alta. Esse processo permite identificar duplicidades, interações, omissões ou inadequações terapêuticas. Trata-se de uma importante barreira de segurança, especialmente para pacientes com doenças crônicas e múltiplos tratamentos, contribuindo para reduzir eventos adversos relacionados ao uso de medicamentos”, explica.

Mariana diz que o paciente também deve participar ativamente do seu processo de cuidado. “Durante a internação e no momento da alta, médicos e a equipe multidisciplinar orientam pacientes e familiares sobre o correto uso dos medicamentos, hábitos de vida saudáveis, sinais de alerta, prevenção de complicações e necessidade de acompanhamento ambulatorial. O objetivo é que o paciente compreenda sua condição de saúde e participe ativamente do próprio cuidado, reduzindo riscos e favorecendo o melhor desfecho clínico”, destaca.