Muita gente sonha em fazer uma cirurgia plástica, mas não consegue levar a ideia adiante por medo. Isso tem explicação: a falta de informação correta acerca do assunto e o receio da anestesia. Pesquisas mostram que de 70 a 89% das pessoas, por exemplo, têm medo de se submeter a cirurgia por conta do procedimento anestésico. 

Chefe do serviço de cirurgia plástica do nosso hospital, o médico Marcos Badim, diz que recebe muitos pacientes em seu consultório com indagações e questionamentos.  E a decisão é sempre acompanhada pela pergunta: ‘e se alguma coisa der errado?’. De acordo com o nosso cirurgião, isso é natural: “Cabe a nós, especialistas, orientarmos e darmos segurança ao paciente, municiando e sendo transparente com ele sobre todas as informações.”

De acordo com o nosso cirurgião, as questões mais comuns apresentadas no consultório pelos pacientes são o medo da anestesia, da dor, de complicações, de não gostar do resultado ou até de não reconhecer a própria imagem depois do procedimento. “Esses são sentimentos comuns e que merecem ser considerados antes de qualquer cirurgia”, defende.

De acordo com o último levantamento da International Society of Aesthetic Plastic Surgery (ISAPS), foram realizados no Brasil em 2024 cerca de 2,35 milhões cirúrgicos. Entre as cirurgias mais realizadas no país estiveram a lipoaspiração (289,8 mil), aumento das mamas (232,6 mil), cirurgia das pálpebras (231,3 mil), abdominoplastia (193 mil) e aumento dos glúteos (168,3 mil).

Marcos Badim, chefe do nosso serviço de cirurgia plástica explica que o médico deve ser transparente com o paciente: “o que mais gera ansiedade não é a cirurgia, é a falta de informação. Quando você entende cada etapa do procedimento, os cuidados necessários e o que esperar da recuperação, a insegurança diminui e a confiança aumenta”.

Marcos Badim explica que a busca desenfreada por pacientes pode levar a desinformação, por exemplo. Segundo ele, um dos maiores enganos é dizer que a lipoaspiração serve para emagrecer. “Na verdade, ela foi desenvolvida para lapidar e harmonizar o controle corporal”, esclarece. Nosso médico afirma que mesmo pessoas que mantém uma rotina saudável de exercícios e alimentação equilibrada pode recorrer ao procedimento para remover depósitos de gorduras localizadas que não têm resposta com o treino ou por questões genéticas ou anatômicas, como flancos, abdômen inferior ou dorso. “É exatamente aí que a lipoaspiração atua removendo esses acúmulos pontuais para valorizar a silhueta, devolver proporções elegantes e realçar a sua melhor versão”, esclarece.

Nosso cirurgião esclarece há dois tipos de gordura abdominal: a subcutânea e a visceral. “A primeira é aquela camada de gordura que fica logo abaixo da pele e que se consegue pinçar com os dedos. Essa pode ser aspirada e remodelada pela lipoaspiração. Já a visceral fica localizada atrás da parede abdominal e dos órgãos, portanto, é mais profunda. Para esse tipo, o tratamento mais indicado é a mudança no estilo de vida, alimentação e atividade física”. Já para casos de flacidez ou excesso de pele ou afastamentos dos músculos abdominais, comum após a gestação ou perda progressiva de peso, o procedimento mais indicado é abdominoplastia e não, a lipoaspiração somente.

Outra cirurgia bastante requisitada é a prótese mamária, a maioria buscando o aumento das mamas. Mas o cirurgião defende que a cirurgia da mama deve ser individualizada. Afinal, cada anatomia pede o volume, perfil e projeção diferenciada buscando o equilíbrio, com segurança e naturalidade. “Muitas pacientes chegam à consulta acreditando que o melhor resultado está relacionado ao tamanho da prótese. Mas, na realidade, o melhor tamanho é aquele que respeita a sua anatomia, altura, tórax, seu estilo de vida e objetivos. Por isso, o atendimento precisa ser personalizado.”

Outra cirurgia bem procurada pelos pacientes é a blefaroplastia. A maioria chega ao consultório reclamando de peso nos olhos e até dificuldade de enxergar. “O que muita gente não tem ideia é que a causa é o excesso de pele nas pálpebras superiores, quando esse tecido avança sobre o campo visual”, explica. É justamente essa proximidade com os olhos o maior receio de quem procura por esse tipo de procedimento. “A blefaroplastia é realizada para corrigir o excesso de pele e, em alguns casos, de gordura nas pálpebras superiores e inferiores. Ela é uma cirurgia funcional, mas também estética”, diz Marcos Badim. Ele explica que como a pele da região da pálpebra e o músculo orbicular enfraquecem e perdem a elasticidade com o envelhecimento, muitos acabam ficando com o receio de não se reconhecerem após a cirurgia.

Para o nosso cirurgião, a melhor maneira de lidar com o medo é transformar as dúvidas em perguntas. “O que mais gera ansiedade não é a cirurgia, é a falta de informação. Quando você entende cada etapa do procedimento, os cuidados necessários e o que esperar da recuperação, a insegurança diminui e a confiança aumenta”. E finaliza: “uma boa consulta não é aquela que convence você a opera; é aquela que esclarece todas as suas dúvidas”.

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